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A responsabilidade da imprensa no caso da menina Isabella
Desde que a hipótese de homicídio foi considerada, os jornalistas vêm procurando um culpado para poder apontar o dedo e, teoricamente, “solucionar” o caso. A função dos jornalistas é apenas reportar à sociedade aquilo que é relevante para o seu conhecimento – o que imagino não ser o caso. Quantas crianças já foram assassinadas e ninguém ficou sabendo? Por que este caso em especial tem de ser tão repercutido? Mas o ponto não é este.
Como o caso ainda não foi resolvido, a imprensa não deveria noticiar com tanto afinco a prisão temporária (repito: temporária) do pai e da madrasta da menina. A forma como alguns veículos divulgaram o fato deixou que a informação pudesse ser dada como definitiva: eles eram os culpados e pronto.
Difícil é ser jornalista: se escreve e no fim do processo os suspeitos eram mesmo culpados, então o mérito é de quem deu a notícia em primeira mão. No entanto, se o jornalista escreve e no fim do processo os tais suspeitos não tinham nada a ver com a história, então viram carrascos. Pior: se o jornalista não escreve e os suspeitos são dados como culpados, então o caso é negligência.
O que precisa haver é responsabilidade de ambas as partes: tanto do delegado que falou aos sete ventos o que está investigando quanto dos jornalistas que dão tudo como verdade. É preciso lembrar de um caso que aconteceu em março de 1994, quando surgiram denúncias de supostos abusos sexuais em crianças do maternal pelos donos de um colégio em São Paulo. Muito se falou, mas os sete acusados que foram colocados como vilões foram inocentados.
Eles foram praticamente banidos da sociedade, tiveram que abandonar suas casas, a escola foi depredada e saqueada e os muros foram pichados com ofensas. A não ser por um único jornal, o espaço reservado para a errata foi ignorado. A vida destas pessoas acabou, mas os jornalistas continuam trabalhando nos mesmo lugares, sem qualquer tipo de punição.
Por isso a preocupação com o bom senso da grande mídia que tanto insiste em especular informações e gerir sensacionalismo para poder vender notícia. Neste ponto, pergunto eu: o que nós – a sociedade – podemos fazer para desencorajar atitudes como esta? Desligar a TV? Não comprar o jornal? A resposta é com vocês!
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A mídia trata deste fato com tanto afinco pois sabem que notícias como essa, vende. Jornalistas 'prevêm' o resultado das investigações para esquentarem à venda de revistas e jornais.Existe também, um interesse pelos meios televisivos.O fato é, que de tempos em tempos, a mídia 'selecionará' uma notícia para chocar a sociedade. Normalmente, estes acontecimentos, que são publicados para abalar a opinião pública, tem como vítimas, indivíduos pertecentes a classe media. O último caso foi do garoto João Hélio, que foi arrastado em um carro por alguns kilometros em SP. Noticiar casos que ocorrem nas periferias não surtam o mesmo efeito; não gera lucros. E não é por menos.O caso da garota Izabella é tratado como tragédia enquanto os ocorridos nos guetos, apenas alimentam a estatística de homícidios.A sociedade só atenta para crueldade humana quando ela antige lares da classe media.Vale dizer também que a mesma classe que critica a midia sensacionalista é a mesma que fomenta casos como este. Enfim, em um futuro não tão distante, aparecerá outra fato semelhante a este, para ser capa de vários jornais e "sensibilzar" todo o país.
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Eua acho que eles não querem saber como a mãe fica ao ver o tempo todo a filha na tv,na internet,jornais.... e também tem a questão da propria isabella como deve estar a alma dessa criança.
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concordo plenamente,nao temos o direito de julgar nemguém,porque muitas pessoas ja estão chamamando o pai da garota e a madrasta de assassinos,é claro que todas as evidências apontam eles como os supostos assassinos,mas afinal quem somos nos para julgarmos?
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olha concordo muitas crianças no mundo inteiro morreu tragigamento e pq so o caso dessa menina veio a tona










