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Redação

Por Marla Rodrigues
 


Para escrever bem é preciso ler muito mesmo

Há alguns anos a redação nem existia nas provas de vestibular, mas depois de algumas denúncias na falha do processo seletivo, as universidades perceberam que não dava pra avaliar os alunos sem a presença de um texto redigido pelos mesmos. Hoje ela tem peso de 40% na nota do vestibular e isso derruba muita gente nos concursos, tanto públicos quanto particulares. Por isso, é importante saber escrever bem para equilibrar conteúdo escolar e capacidade de escrita. Já pensou se você gabarita a prova objetiva e manda mal na redação? Aí, não dá. Dê uma olhada nas nossas dicas pra ficar afiado na hora da prova.

Antes de tudo é preciso estar bem informado e atualizado sobre tudo o que acontece no mundo, até mesmo aquilo que não te interessa. O tema da redação é imprevisível e pode cair algo que você não domine, portanto, mantenha o hábito da leitura de livros, jornais e revistas. Todo mundo diz a mesma coisa, mas para escrever bem é preciso ler, e ler muito. Só assim consegue-se aperfeiçoar um bom vocabulário.

A primeira etapa da redação é analisar bem a proposta do tema e verificar o gênero pedido: narração, dissertação ou carta. A partir do material oferecido pela banca faça o maior número de associações possíveis com leituras prévias e fatos importantes e anote tudo num rascunho. O uso exclusivo do material da prova pode denotar total desconhecimento sobre o tema proposto. As informações que você trouxer no seu texto têm peso maior quando vindas de outros meios que não o oferecido na prova.

A maioria dos vestibulares pede a dissertação, ou seja, um texto que exponha uma opinião pessoal, mas que argumente de maneira impessoal, utilizando verbos na terceira pessoa do singular. Nesse gênero é muito importante que o título seja atraente e inteligente, ele deve dizer sobre o que vai tratar o texto. Parece óbvio, mas muita gente faz besteira na hora de escolher o início do texto. Como ele deve fazer uma “chamada” para o que vem pela frente, a dica é escolhê-lo depois que o texto estiver pronto. É preciso lembrar, também, que o esqueleto deve ser mantido à risca: introdução, desenvolvimento e conclusão; tudo isso usando no máximo, 30 linhas. É importante não ser prolixo nem conciso, com a prática, isso passa a ser bem fácil.

O candidato deve ser capaz de criar um texto, articulando sua opinião de forma a convencer o leitor de que seu ponto de vista é coerente. Para isso, não dê opinião sem embasamento, utilize argumentos concretos e evite todo tipo de “achismo”. A dica é fazer um roteiro contendo, em tópicos, tudo aquilo que seja importante tratar. Não seja redundante, diga tudo o que tem que dizer de uma vez só, sem rodeios. Isso é fácil quando se estrutura os parágrafos de maneira correta, sem cortar as idéias.

Lembre-se das regras gramaticais, tome cuidado com a ortografia das palavras e com as concordâncias nominal e verbal, principalmente evitando o gerundismo. Não use palavras estrangeiras e gírias e não pense que escrever “bonito” conta ponto. O importante é ser bem compreendido. Um texto simples não é um texto pobre e não vai te trair na hora de usar corretamente o significado das palavras.

Não generalize, não use siglas desconhecidas e evite repetir palavras, procure utilizar os sinônimos. Fuja da voz passiva e dos períodos muito curtos ou muito longos. Evite, também, usar a letra de forma porque ela dificulta a distinção entre maiúsculas e minúsculas. E antes de passar o texto a limpo, revise uma, duas vezes. Um pequeno acento pode te tirar um décimo e uma vaga na lista dos aprovados.

Por fim, não basta saber o que fazer, é preciso saber COMO fazer. Só se consegue um bom texto com muita prática e o ideal é fazer uma redação toda semana. E informar-se não faz mal a ninguém, não adianta treinar e se aperfeiçoar na técnica se na hora do amém você não souber sobre o que está escrevendo. Para você se divertir e conferir bons textos, aí vai uma lista apontando alguns livros que são essenciais para a sua preparação, além de ter a chance de já adiantar alguma leitura obrigatória para a prova.

*Boca do inferno – Ana Miranda
*Senhora – José de Alencar
*Dom Casmurro – Machado de Assis
*O cortiço – Aluísio de Azevedo
*Triste fim de Policarpo Quaresma – Lima Barreto
*Amar, verbo intransitivo – Mário de Andrade
*Estrela da vida inteira – Manuel Bandeira
*A rosa do povo – Carlos Drummond de Andrade
*Mar morto – Jorge Amado
*Ana Terra – Érico Veríssimo
*Memorial de Maria Moura – Raquel de Queiroz
*Vidas secas – Graciliano Ramos
*A hora da estrela – Clarice Lispector
*Sagarana – Guimarães Rosa
*Morte e vida Severina – João Cabral de Melo Neto









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  • quarta-feira | 06/08/2014 | Junior

    Boa tarde, meus caros! Um aluno trouxe-me uma pergunta curiosa esses dias e gostaria da opinião dos colegas. A questão foi: se, durante a redação de um concurso, acabar a tinta da caneta e ele só tiver uma caneta com tinta de cor diferente, isso implicaria em sua avaliação? Vi alguns editais, porém, não encontrei detalhes sobre isso.

  • quarta-feira | 27/08/2014 | Dayse Luan
    1 0

    Olá Junior, isto realmente não consta nos editais, até porque espera-se que o candidato vá preparado para a prova, o que significa levar mais de uma caneta da cor e modelo solicitados. Porém, caso ocorra algo do tipo, acredito que o certo seria pedir auxilio ao fiscal da sala, para que este tente conseguir uma outra caneta para o vestibulando.

  • quarta-feira | 02/07/2014 | ELIZABETH DOS ...

    Redação O mundo e a copa Neste ano está sendo realizada a copa do mundo, a vibração de torcedores pelo país, todo o povo brasileiro se faz presente, no turismo tivemos êxito elevado, estrangeiros passam habitar e gostar da nossa hospitalidade que nós brasileiros temos. Os locais onde foi realizada a copa tiveram muito a comentar, teve lugares onde o transito parou, os estádios bem equipados com muitas seguranças. Mais a copa não é só de melhorias tivemos vário contratempo Diante de tantas arbitrariedades, violações de direitos humanos, processos de exclusão social, apropriação do patrimônio público, entre outras várias mazelas, protestar contra a realização da Copa da FIFA no Brasil não só é legítimo ? é também um dever. Portanto, não se deixe intimidar por discursos embevecidos patriotismo cego e anacrônico ou ainda por artigos escritos por gente cujo verdadeiro compromisso é com determinada agremiação política ou com o próprio bolso. Enquanto políticos e articulistas desqualificam, a atuação do aparato militar contra manifestações recrudesce, fato que ficou claro no protesto do último dia 25 de janeiro, quando o manifestante Fabrício Proteus foi baleado quase que mortalmente por policiais militares. O episódio ? bastante rotineiro nas periferias do Brasil, diga-se ? se configura como um eloquente alerta para futuras manifestações. Neste período, a violência nas ruas, à saúde sem melhorias e a educação afetada, mudaram o ritmo da vida social e suas estrutura, aumento de preços abusivos no local turístico foi um dos relatos mais comentados, mais já na melhoria foi à condução de ir e vir.

  • quinta-feira | 22/05/2014 | Larissa Ferreira

    Amei as dicas , precisamos mais de pessoas que possam ajudar na educação mas para isso precisamos de profissionais capacitados .

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