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Critério de correção das redações do Enem

Por Adriano Lesme

O critério de correção das redações do Enem é líder de reclamações dos estudantes que participam do exame nacional. A impossibilidade de solicitar revisão de nota e de descobrir o motivo da redação ter sido zerada deixa os estudantes inconformados, fazendo com que alguns até entrem na Justiça para rever a nota, mesmo sabendo que a chance de sucesso é pouca. Pensando em diminuir o número de reclamações e evitar as disputas judiciais, o Ministério da Educação (MEC) adota a cada edição critérios mais rigorsos. Veja como irá funcionar a correção da redação do Enem 2014.

No Enem, cada uma das redações são avaliadas por dois corretores entre os mais de 4 mil contratados para isso. Os avaliadores têm a função de atribuir uma nota de 0 a 200 pontos em cada uma das cinco competências abaixo:

1) Domínio da norma padrão da língua portuguesa;
2) Compreensão da proposta de redação;
3) Seleção e organização das informações;
4) Demonstração de conhecimento da língua necessária para argumentação do texto
5) Elaboração de uma proposta de solução para os problemas abordados, respeitando os valores e considerando as diversidades socioculturais.

A nota final da redação do Enem é a média aritmética da pontuação total dada pelos dois corretores, exceto em casos em que há discrepância entre as duas notas.

Se em uma ou mais competências a diferença entre as notas dos dois avaliadores for maior que 80 pontos, um terceiro corretor dá a nota daquela competência. Esse terceiro avaliador também é acionado se a diferença da soma total das cinco competências for superior a 100 pontos. Nesse último caso, a nota final do participante será a média aritmética entre as duas notas totais que mais se aproximarem.

Se o terceiro corretor não chegar a um acordo com os outros dois avaliadores, a redação será corrigida por uma banca composta por três corretores, presidida por um doutor. Essa banca também é acionada para examinar as redações com nota máxima (1.000).

O Edital do Enem prevê sete situações em que a redação do participante pode ser zerada ou anulada. São elas:

1) Fuga total ao tema;
2) Não obediência à estrutura dissertativo-argumentativa;
3) Texto com até 7 linhas;
4) Impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação ou parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto;
5) Desrespeito aos direitos humanos;
6) Redação em branco, mesmo com texto em rascunho.
7) Cópia do texto motivador

Desde o Enem 2012 o MEC disponibiliza o espelho da correção das redações. No entanto, o participante ainda não pode solicitar revisão da nota. Vale lembrar que a maioria das universidades também não aceita revisão da nota das redações em seus vestibulares. Apesar das reclamações, o critério de correção das redações do Enem é mais rigoroso do que qualquer vestibular do Brasil.

Para mais informações sobre o processo de correção, acesse o Guia do Participante do Enem (vale para 2014).










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  • quinta-feira | 15/01/2015 | Lauro

    Guilherme, graças a Deus que os concursos federais, ao menos por enquanto, não seguem a mesma metodologia do ENEM, se fossem iguais, sem dúvida, não teria passado nos últimos dois que realizei. Conheço o critério que o ENEM escolheu, com um dos objetivos de identificar "chutes", mas o que não entendi desde 2013 e que talvez você possa me explicar é, como entre 45 questões a pessoa erra apenas 3 e perde mais de 300 pontos e acertando 14 em ciências naturais (que nunca foi uma área de interesse para mim e por isso foi basicamente no "achismo") fiz quase a mesma pontuação? foi 644 de 42 acertos ante aos 623,9 de apenas 14 acertos? se as 42 foram chutes estou perdendo meu tempo sem jogar na mega sena. A proposta do ENEM é boa, mas sua aplicação ainda está longe de seu potencial.

  • quarta-feira | 14/01/2015 | Leonardo

    (meu comentário não coube na caixa de texto anterior) - 2 comentário: qual não foi a minha surpresa ao ver minha pontuação em 320. O tema da redação foi hiper fácil, o texto é dissertativo argumentativo, introdução, desenvolvimento, argumento 1, 2 e 3 e conclusão. Sei fazer uma redação de cabeça para baixo, como ser pontuado em 320? SIMPLES: eles não lêem a sua redação! Não lêem e ponto final. Lembram do Enem de 2013, do aluno que escreveu uma receita de "como fazer um miojo" no desenvolvimento da redação? A nota dele foi maior que a minha, isso é uma ofensa a minha inteligência, é vagab### e desinformado, etc. Logo eu que tenho o hábito de ler, sou poliglota, estou ligado aos assuntos internacionais do mundo, conflitos atuais, políticas atuais, etc. Gente isso é uma piada!

  • quarta-feira | 14/01/2015 | Jéssica
    14 11

    Olá. Também estou abismada com o enem desde ano, superou todas as negativas do imaginário do mais pessimista candidato. Considero uma falta de respeito a postura do inep para com o candidato que estuda, se esforça e busca adquirir conhecimento, para fazer uma boa prova e principalmente uma redação que fique acima da média. Não encontro lógica que explique como, uma pessoa que não consegue escrever palavras simples, não sabe estruturar um texto dissertativo argumentativo e não tem a mínima noção de como se posicionar e defender determinado ponto de vista, tenha conseguido fazer uma pontuação superior a 600 e outras pessoas, conhecidas por terem uma ótima redação tenham feito no máximo 500 pontos neste enem 2014. A única explicação possível é, as redações não são corrigidas!

  • quarta-feira | 14/01/2015 | Leonardo

    Olá a todos. Estou aqui para expressar a minha indicação com esse sistema de correção esdrúxulo e ineficiente. Qual foi a minha supresa ao conseguir ver a minha nota de redação ao abrir a página do inep após horas: 320! Isso mesmo, 320. Isso é digno de alunos que sequer lêem um livro a cada 5 anos. Primeiro gostaria de explicar-me, tenho 28 anos, sou estudante de análise de sistemas, escrevo prosa, contos, crônicas e poemas desde os 16 anos de idade, já li mais de 70 livros desde os 15 anos, dando uma média de 5,38 livros por ano em 3 idiomas - português, inglês e espanhol. Já recebi mais de 6 prêmios de título nacional no âmbito literário, inclusive o concurso nacional de poesia do RJ, sendo 1º lugar várias vezes. Falo Español, Russo, Inglês e minha lingua nativa é o Português.

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