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Orientação Vocacional

 


Existem hoje, no Brasil, 2.619 profissões registradas na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). Ao ver este número já é possível se ter uma ideia da dificuldade que é para os adolescentes decidirem quais profissões seguirem e quais caminhos tomarem em relação à carreira profissional. 

A decisão em relação a qual atividade seguir começa geralmente no fim do ensino médio, com a proximidade do Vestibular. É nesta época que os pais, professores, parentes e amigos começam a querer saber qual será a profissão escolhida. Por conta das inúmeras possibilidades e anseios a decisão se torna uma verdadeira saga. Muitos já possuem uma predileção desde pequenos, outros ficam em dúvida entre uma ou outra profissão, já alguns não fazem a mínima ideia do que querem fazer. 

Para todos os casos, o processo de autoconhecimento é essencial. É indispensável que o adolescente consiga definir os traços da sua personalidade, suas aptidões, habilidades e gostos pessoais que definirão os caminhos a serem trilhados. Este processo pode ser feito pelo próprio adolescente com auxilio da família e amigos, mas a ajuda profissional pode facilitar a escolha. A orientação vocacional ou profissional pode ser feita por psicólogos e também por meio do método do coaching, nova modalidade de trabalho. 

Os especialistas são unânimes em dizer: a escolha de qual profissão seguir deve ser feita a partir do autorreflexão. O primeiro passo é conhecer a si mesmo. Saber quais são os pontos fortes e fracos, as habilidades, quais são as pretensões e os desejos para o futuro. Em seguida procurar saber quais são as áreas que mais despertam a atenção ou com as quais se tem mais facilidade. Mesmo os estudantes que já definiram qual profissão seguir devem passar por um processo de triagem, pois é muito comum o abandono de cursos no início da graduação. 

“O Autoconhecimento, sem dúvida, é determinante para a escolha da profissão, pois é onde descubro quais são minhas reais habilidades, competências, interesses, descubro qual é a minha real personalidade, e por consequência, quais são as possíveis áreas nas quais poderei atuar e ser bem sucedido”, salienta Tallita Martins, coach formada pela Sociedade Brasileira de Coaching. 

Teste vocacional 

Há alguns anos o teste vocacional, aquele com várias perguntas objetivas que apontam as possíveis áreas de atuação a seguir, era utilizado com frequência, principalmente nas escolas. Entretanto sua utilização tem diminuído, uma vez que, para grande parte dos profissionais da área, seus resultados são imprecisos e podem até mesmo atrapalhar na escolha. Sendo assim, nos dias atuais o teste vocacional é utilizado somente como auxílio no trabalho de orientação e não como principal ferramenta na escolha da profissão

Família

A participação e influência da família é importante. Conversar com os pais e parentes, tirar dúvidas e compartilhar anseios faz parte do processo, mas é necessário frisar que o desejo dos pais não pode ser determinante na hora da escolha.“Os pais precisam ser neutros, não devem influenciar nas escolhas de seus filhos, para que o estudante possa encontrar algo com o que ele se identifique e possa ter a oportunidade de sucesso e realização profissional”, explica a coach Tallita Martins. 

Conhecer as profissões 

Se alguma área de atuação desperta o seu interesse é válido conhecer a realidade da profissão. Conversar com profissionais da área, professores, visitar a universidade é parte indispensável na escolha do curso e da carreira, pois traz a realidade para a vida do jovem e abre sua mente em relação ao que ele irá encontrar no futuro. 

Coach 

Uma nova forma de orientação profissional surgiu nos últimos anos: o coaching vocacional. Neste trabalho os coaches (treinador/orientador em inglês) realizam inúmeras atividades individuais que apontarão quais os melhores caminhos a se seguir. O trabalho do coach faz com que o jovem pense a vida profissional de modo mais abrangente.

“O trabalho de Coaching Vocacional é realizado semanalmente em grupo ou individual, por meio de conversas orientadas com perguntas específicas que irão auxiliar no processo de descoberta, reflexões com base nas respostas dadas, e ao final é colocado no papel o que foi importante para ele no encontro, além da definição de metas que o auxiliará a chegar onde deseja”, define Tallita Martins.

Profissão do futuro 

Volta e meia aparecem por aí aquelas profissões do futuro ou da moda. Cuidado para não ir na empolgação do mercado de trabalho e se dedicar a uma profissão que não te agradará no futuro. Somente faça esta escolha se suas habilidades e anseios realmente forem compatíveis com o cargo. 
“Se o adolescente ou o jovem que optar por um curso da moda ou por uma profissão do futuro, visando exclusivamente status, uma boa colocação no mercado de trabalho, a certeza de que ele terá uma oportunidade, ou ainda o lucro, o risco é muito alto, podem ocorrer frustrações, insucessos, entre outras.”

Questão financeira 

Em geral, o futuro financeiro é um dos pontos de maior preocupação de quem está escolhendo uma profissão. Todos querem ter bons salários e garantir uma vida financeiramente estável e desta forma acabam escolhendo carreiras promissoras no quesito dinheiro, mas que nem sempre satisfazem os desejos pessoais. 

É claro que anseios materiais devem ser levados em consideração, mas escolher uma carreira somente em busca do sucesso financeiro pode muitas vezes se transformar em frustração. “Visar apenas lucro ao escolher uma carreira e em tudo o que fazemos não é o ideal, é necessário ter envolvimento, afetividade profissional, para que se tenha sucesso. Fazer por fazer, no mecânico, no automático, sem envolvimento e sem afetividade já temos as máquinas, não precisamos de homens máquinas no dia a dia profissional”, destaca a coach. 

Por Jéssica Gonçalves

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