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Discriminação profissional

Por Marla Rodrigues
 


Exemplos de cursos

Pode parecer coisa do passado, mas “profissão de homem” ou “profissão de mulher” ainda são fatores que contribuem para o preconceito na sociedade moderna em que vivemos. Dificilmente essa discriminação será percebida no momento da escolha sobre qual carreira seguir, mas é importante ter conhecimento destes fatos, pois são importantes pontos a serem analisados no momento de optar por determinada faculdade.

O preconceito não está somente dentro da universidade, nas salas de aula e com os professores, mas até mesmo no próprio mercado de trabalho, que prega sempre a defesa do profissional qualificado. Cursos predominantemente femininos, como Pedagogia, Fonoaudiologia e Letras, acabam por questionar de alguma forma a sexualidade dos homens que passam por essas graduações.

Ainda que muitos saibam da discriminação de gênero que existe desde a universidade até o mercado de trabalho, poucos são aqueles que reflitem sobre o problema antes de bater o martelo sobre a opção de curso. Esse, porém, não deve ser um fator que leve a pessoa a desistir de uma carreira, mas sim de pensar no desafio que está por vir e se é possível suportar a pressão da sociedade que, embora negue, mantém vivo o preconceito de gênero no mercado profissional.

As mulheres também sofrem esse tipo de discriminação, principalmente nos cursos de Engenharia. No entanto, a idéia de as mulheres exercerem funções de trabalho masculinas já foi aceita pela comunidade e, por essa razão, lidam muito menos com os pré-conceitos das pessoas. Já o homem, por sua vez, acaba por ter que passar por situações que põem sua “masculinidade” à prova.

Até mesmo ao contratar estagiários, as empresas acabam dando preferência ao gênero predominante da profissão, como se uma mulher não pudesse ser uma boa engenheira ou um homem não pudesse ser um pedagogo competente. A discriminação é, de certa forma, velada, pois a especificação de gênero não aparece no anúncio da vaga de estágio, nem de emprego.

No mercado de trabalho, o problema perdura e deve ser superado pelo profissional ao procurar setores menos aquecidos ou “óbvios” da carreira. Os psicólogos do gênero masculino são minoria na área de atendimento em consultórios, mas eles têm vantagens em relação às mulheres nos setores de Recursos Humanos de empresas, por exemplo. Os pedagogos também precisam encontrar meios diferentes de atuação, pois as escolas ainda preferem as mulheres, que acabam passando uma imagem maternal às crianças.

Por essas razões é que antes de escolher um curso para prestar o vestibular, o candidato deve pesquisar bastante sobre a profissão para ter a certeza de que está optando pelo caminho que vai lhe trazer a satisfação pessoal e profissional esperadas.






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  • sexta-feira | 19/07/2013 | Diana

    Penso que se uma pessoa gosta do que faz, fará bem feito, idenpendente ao seu sexo. Pode haver certa discrimação, por exemplo na área agrária com as mulheres e na área de cuidados (trabalhos crianças, idosos, etc) com os homens. Mas se queremos ser e fazer algo não podemos deixar de fazê-los por possíveis preconceitos que encontraremos no caminho. É na luta diária que se vai desfazendo as discrimações de gênero. Como disse Simone de Baauvoir "o pessoal é político"; é o que fazemos em nossa própria vida que vai dar ersultado na sociedade. Para que a discrimação deixe de existir, não devemos deixar de fazer algo só porque se acredita ser destinado ao outro sexo, que não o nosso. Devemos fazê-lo para que a discriminação deixe de existir e para não reproduzirmos preconceitos.

  • sexta-feira | 01/02/2013 | Jam

    Matéria Realista. Se você sabe que vai enfrentar o preconceito na profissão que vc escolher, vc precisa estar absolutamente decidido a seguir essa carreira. Pra quando chegar mais pra frente ñ desistir...

  • segunda-feira | 09/04/2012 | Ana Clara

    Ao contrário de muitos achei interessantíssimo. Abrio os olhos de muitos jovens sobre os preconceitos da sociedade sobre determinadas profissões. Isso deve ter levado muitas pessoas a pensarem sobre a escolha de sua carreira e as barreiras que ela irá enfrentar.

  • domingo | 16/10/2011 | Julio

    Meu professor de sociologia disse que as mulheres tem mais chances de evoluirem de classe social se escolherem profissões dominadas por homens, pois eles tendem a proteger a mulher dentro da organização. Parem e pensem, que vocês vão perceber que é verdade. Matéria bem fraca e nada a ver.

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