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Pedagogo

Por Wanessa de Almeida
 


A pedagogia é uma área de atuação onde o profissional se dedica a trabalhar com educação, seja como professor de Educação Infantil e Ensino Fundamental I, até o 5° ano.

Durante a graduação, são estudadas disciplinas de áreas específicas, para atender às demandas dessas séries, como história, geografia, biologia, língua portuguesa, matemática, literatura infantil e arte-educação.

Além dessas, temos outras áreas a serem estudadas, como psicologia da educação, sociologia, filosofia, didática e prática de ensino, tecnologia da informação e comunicação, cultura afro-indígena, estrutura e funcionamento da educação, ética e direito educacional, fundamentos de educação especial, alfabetização e letramento, currículos e programas, metodologia de pesquisa científica, estatística, gestão educacional, avaliação, EJA (educação de jovens e adultos). É bom lembrar que essas são disciplinas básicas que o aluno verá ao longo do curso, mas podem variar de acordo com a instituição.

As áreas de atuação do pedagogo se estendem para outros campos, mas é bom se certificar antes, saber qual a grade curricular da faculdade na qual você está pretendendo cursar, pois existe uma controvérsia na formação. Antigamente o curso formava em orientação educacional ou supervisão escolar, mas algumas universidades consideram desnecessárias essas áreas específicas, acreditando que o pedagogo, ao final do curso, já sai capacitado para isso.

O que temos visto na atualidade é que o leque do ramo profissional se ampliou muito, pois a visão das necessidades sociais se modificou. O pedagogo de hoje pode atuar também nas editoras, acompanhando a elaboração de livros didáticos e de histórias infantis; em hospitais, cuidando da parte de aprendizagem das crianças internadas, além da brinquedoteca; em empresas, através de capacitação profissional; etc.

Em minha experiência profissional, iniciei as atividades em salas de educação infantil, pelas quais sou realmente apaixonada, pois minha relação com crianças é muito favorável, como se tivesse um ímã que atrai a atenção dos pequenos. Em seguida tive a primeira experiência como alfabetizadora, fazendo substituição de uma professora. Foi uma tarefa árdua, pois peguei uma turma que não sabia ler e em três meses todos estavam lendo. Mas para que isso acontecesse tive que me dedicar horas e horas ao trabalho, mesmo em casa. Passei a fazer as atividades das crianças na mão, pois na minha visão, acreditava que as tarefas deveriam estar de acordo com a capacidade de cada aluno (na época não se falava em construtivismo), o que tornou meu trabalho um sucesso.

Em virtude de tanta dedicação, fui convidada pela direção da escola para ocupar o cargo de coordenadora pedagógica, pois além de manter uma relação aberta com todos os outros profissionais, me destacava pela criatividade das atividades e dos projetos desenvolvidos. Com isso, cheguei a montar uma escola, ficando com a mesma por oito anos, onde tive a experiência de exercer as responsabilidades de diretor, com elaboração de Projeto Político Pedagógico da instituição, dominar parte das exigências legais e exercer a função de “patrão”, que muitas vezes requer um lado mais exigente com os profissionais, para que o trabalho da escola atinja o sucesso.

Outro ponto que quero destacar aqui, como um dos mais importantes, é que ser pedagogo é trabalhar com educação, crianças, pais de alunos, planejamentos de aula, correção de provas, sala de aula, empresa, hospital, etc., muito trabalho e nem sempre um bom reconhecimento profissional.

No Brasil, os salários na área são muito baixos, se comparados com os países desenvolvidos. Muitas vezes, os pedagogos trabalham desmotivados por saber que não conseguem ganhar melhor e, para que isso aconteça, é necessário dispor de uma jornada de trabalho de até três turnos, para garantir o sustento de sua família.

Então, nada de entrar no curso de pedagogia por ser um dos mais baratos do país ou acreditando que não terá que estudar. Pelo contrário, por ser uma área voltada para humanas, exige muita leitura, dedicação, tendo também um nível de exigência elevado nas produções textuais e/ou científicas.

A escolha deve mesmo ser feita por vocação, por paixão em ensinar, paixão por crianças, por se fazer pensar, aguçar a curiosidade, etc. Afinal, para se tornar um ótimo profissional, não basta visar o lado financeiro, mas a motivação encontrada em se fazer aquilo que gosta. E a partir daí, estender seus conhecimentos como eu fiz, me especializando em Psicopedagogia (UCG) e Coordenação de Grupos de Aprendizagem (Síntese/PR). O importante é não parar!







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  • terça-feira | 30/07/2013 | Rita De C&aacu...

    Gostei relato como o seu fazem com que eu amo cada vez mas ser pedagoga. Parabéns

  • sexta-feira | 21/06/2013 | MARIA CRISTINA...

    GOSTEI DO RELATO DE PEDAGOGIA ESTOU NO ÚLTIMO SEMESTRE PRA MIM É UM GRANDE SONHO O DIA DA MINHA FORMATURA NÃO É POR DINHEIRO TENHO OUTRA PROFISSÃO É VOCAÇAO, E ME SENTIR BEM,EDUCAÇAO INFANTIL PRA MIM É VIDA,É MÁGICO É TUDO...VOU FAZER UMA PÓS....OK

  • segunda-feira | 15/04/2013 | Carlos Dias da...

    Terminei pedagogia em 2011, mas atuo com máquinas agrícolas, sou operador de máquinas pesadas a mais de 30 anos. Pretendo montar uma escola de formação para operadores de máquinas pesadas, qual o primeiro passo?..ABS

  • quarta-feira | 03/04/2013 | Dízia

    Passei no vestibular pra pedagogia, estou super feliz! me identifico muito com esse curso.

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